Todo mundo que tem site quer saber se ele aparece no Google. A resposta mais comum é abrir a busca, digitar o nome do serviço e procurar o próprio site na página. É um método ruim por três motivos: o resultado muda conforme quem busca, ninguém faz isso com regularidade e ninguém guarda o que viu.
Na Maz, essa pergunta é respondida por um script, toda segunda-feira. Ele é o mesmo instrumento que entra nos sites que construímos.
O que ele faz
- Lê uma lista de buscas-alvo — as frases que queremos que o site responda.
- Para cada uma, consulta os 100 primeiros resultados do Google Brasil por uma API de resultados de busca, sem depender do histórico de quem pesquisa.
- Anota a posição do site, ou registra que ele não apareceu, e qual endereço ocupa o primeiro lugar.
- Grava tudo numa série histórica, uma linha por busca por semana.
- Guarda esse arquivo no controle de versão do projeto, junto com o código.
- Se uma busca cair cinco posições ou mais de uma semana para a outra, ou sumir dos 100 primeiros, gera um alerta.
Roda sozinho, às 8h10 de toda segunda, no horário UTC. Ninguém precisa lembrar.
Por que guardar o histórico
Posição em um dia diz pouco. O que interessa é a direção: a página nova começou a aparecer? A busca que estava na segunda página subiu depois do artigo publicado? Sem série histórica, essa conversa vira impressão — e impressão costuma ser otimista.
Guardar o arquivo no controle de versão tem uma vantagem a mais: cada rodada fica registrada com data, ao lado das mudanças feitas no site. Dá para cruzar uma com a outra. A evolução de SEO passa a ser um registro com data.
O que ele mostrou sobre a Maz
Nas primeiras oito semanas, o arquivo registrou uma coisa só: o site da Maz aparecia em primeiro lugar para quem buscava o nome da Maz, e ficava fora dos 100 primeiros resultados em todas as outras nove buscas acompanhadas.
Foi esse registro que disparou a reconstrução do site em setembro de 2026. O site estava indexado e rápido; o que faltava era conteúdo. Não existia nenhuma página respondendo às buscas que importavam. Vieram as páginas de serviço, os guias e esta série de publicações.
O mesmo arquivo vai dizer, nas próximas semanas, se funcionou.
Para montar um igual
- Escolha poucas buscas, e as que têm intenção de compra — não o nome da empresa.
- Meça sempre do mesmo jeito, no mesmo dia da semana.
- Guarde o histórico num lugar que não se perde.
- Complemente com o Search Console, que mostra as buscas em que o site já aparece mesmo sem você ter escolhido.
O guia meu site não gera clientes mostra o diagnóstico que vem antes da medição, e a página de criação de sites explica como a medição entra desde o primeiro dia.